PRINCIPAIS AUTORES DE CADA ÉPOCA

  • QUINHENTISMO

Literatura informativa de origem ibérica

- Ambrósio Fernandes Brandão - Diálogo das grandezas do Brasil

- Gabriel Soares de Sousa (1540?-1591) - Tratado descritivo do Brasil

- Pero Lopes e Sousa - Diário de navegação

- Pero de Magalhães Gândavo - Tratado da Terra do Brasil, História da Província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil

- Frei Vicente de Salvador(1564-1639) - História da Custódia do Brasil

Literatura informativa de autores não-ibéricos

- André de Thevet - As singularidades da França Antártica

- Antonil (Giovanni Antonio Andreoni, 1650-1716?) - Cultura e opulência do Brasil

- Hans Staden - Meu cativeiro entre os selvagens do Brasil

- Jean de Lery - História de uma viagem feita à terra do Brasil

Literatura dos Catequistas

- Fernão Cardim - Tratado da Terra e da gente do Brasil

- José de Anchieta (1534-1597) - Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões: De gentis Mendis de Saa; De Beata Virgine dei Matre Maria; Arte da gramática da lingua mais usada na costa do Brasil; e os autos: Auto da pregação universal; Na festa de São Lourenço; Na visitação de Santa Isabel

- Manuel da Nóbrega - Cartas do Brasil; Diálogo sobre a conversão do gentio

BARROCO

- Bento Teixeira (1561-1600) - Prosopopéia

- Gregório de Matos Guerra (1623-1696) - Poesia sacra; Poesia lírica; Poesia satírica (2 volumes); Últimas

- Manuel Botelho de Oliveira (1636-1711) - Música do Parnaso

- Frei Manuel de Santa Maria Itaparica (1704-?) - Descrição da Cidade da Ilha de Itaparica; Estáquidos

- Padre Antônio Vieira (1608-1697) - Obra composta de sermões (15 volumes), cartas e profecias (as principais: Sermão pelo bom sucesso das almas de Portugal contra as de Holanda; Sermão da sexagésima; Sermão da primeira dominga da Quaresma; Sermão de Santo Antônio aos peixes; e as profecias: Histórias do futuro e Clavis prophetarum

ARCADISMO

- Alvarenga Peixoto (1748-1793) - Enéias no Lácio e obra poética esparsa

- Basílio da Gama (1740-1795) - O Uraguai

- Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) - Obras; Vila Rica; Fábula do Ribeirão do Carmo

- Santa Rita Durão (1722-1784) - Caramuru

- Silva Alvarenga (1749-1814) - Obras poéticas; Glaura; O desertor

- Sousa Caldas (1762-1814) - Obra esparsa (poemas, traduções, cartas)

- Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810) - Marília de Dirceu; Cartas Chilenas; Tratado de Direito Natural

ROMANTISMO - (Poesia)

Primeira geração

- Gonçalves Dias - (1823-1864) - Primeiros cantos; Segundos cantos; Terceiros Cantos; Os timbiras; Sextilhas de Frei Antão (Poesia); Leonor de Mendonça; Beatriz Cenci; Patkull (teatro); Brasil e Oceania; Dicionário de lingua tupi

- Gonçalves de Magalhães - (1811-1882) - Poesias; Suspiros poéticos e saudades; A confederação dos Tamoios (poesia) Amância (novela); Antônio José ou O poeta e a inquisição; Olgiato (teatro)

- Manuel de Araújo Porto Alegre - (1806-1879) - Brasilianas; Colombo

Segunda geração -

- Álvares de Azevedo - (1831-1852) - Lira dos vinte anos; O conde Lopo (poesia); Noite na Taverna; O livro de Fra Gondicario (prosa); Macário (teato)

- Cassimiro de Abreu - (1839-1860) - As primaveras (poesia); Camões e o Jaú (teatro)

- Fagundes Varela (1841-1875) - Vozes da América; Estandarte Auriverde; Cantos do Ermo e da Cidade; Cantos religiosos; Diário de Lázaro; Anchieta ou O evangelho nas selvas

- Junqueira Freire - (1832-1855) - Inspirações do claustro

Terceira geração -

- Castro Alves (1847-1871) - Espumas flutuantes; Os escravos; A cachoeira de Paulo Afonso; Hinos do Equador (poesia); Gonzaga ou A revolução de Minas (teatro)

- Sousândrade (Joaquim de Sousa Andrade, 1833-1902) - Obras poéticas; Harpa selvagem; Guesa errante

- Tobias Barreto (1837-1889) - Dias e noites

ROMANTISMO (Prosa)

- Bernardo Guimarães - (1825-1884) - O ermitão de Muquém; Lendas e romances; O garimpeiro; O seminarista; O índio Afonso; A escrava Isaura; O pão de ouro; Rosaura, a enjeitada; Jupira (romances); Cantos da solidão (poesia)

- Franklin Távora - (1842-1888) - A trindade Maldita; Os índios do Jaguaribe; A casa de palha; Um casamento no arrabalde; O cabeleira; O matuto; Lourenço.

- Joaquim Manuel de Macedo - (1820-1882) - A moreninha; O moço loiro; Os dois amores; Rosa, Vicentina; A carteira do meu tio; A luneta mágica; As vítimas algozes, Nina; A Namoradeira; Mulheres de matilha; Um noivo e duas noivas.

- José de Alencar - (1829-1877) - Cinco minutos; A viuvinha; Sonhos D’ouro; Encarnação; Senhora; Diva; Lucila; A pata da gazela (romances urbanos); As minas de prata; A guerra dos mascates; Alfarrábios (romances históricos); O sertanejo; O gaúcho (romances regionalistas); Til; O tronco do Ipê (romances rurais); Iracema; O guarani; Ubirajara (romances indianistas); A noite de São João, O crédito; Demônio familiar; Verso e reverso; As asas de um anjo; Mãe; O jesuíta (teatro)

- Manuel Antônio de Almeida - (1831-1861) - Memórias de um sargento de milícias

- Visconde de Taunay (Alfredo D’Escragnolle Taunay - 1843-1899) - Inocência; A retirada da Laguna; Lágrimas do coração; Histórias brasileiras

- Teixeira de Souza (1812-1861) - Os filhos do pescador; Tardes de um pintor

ROMANTISMO (Teatro)

- Martins Pena (1815-1848) - O juiz de paz na roça; O cinto acusador; A família e a festa da roça; Os dois ou O inglês maquinista; Judas em Sábado de Aleluia; O diletante; O noviço; As casadas solteiras; O cigano; Os ciúmes de um pedestre; O usuário; A barriga do meu tio; As desgraças de uma criança

- Paulo Eiró (1836-1871) - Sangue limpo

REALISMO

- Artur Azevedo (1855-1908) - Amor por anexins; A pelo do lobo; O dote; A princesa dos cajueiros; O liberato; A mascote na roça; O tribofe; Revelação de um segredo; A fantasia; A capital Federal (teatro)

- Machado de Assis - (1839-1908) - Primeira fase: Ressurreição; A mão e a luva; Helena; Iaiá Garcia (romances); Contos fluminenses; Histórias da meia-noite (contos); Crisálidas; Falenas; Americanas (poesia); Segunda fase: Memórias póstumas de Brás Cubas; Dom Casmurro; Esaú e Jacó (romances); Várias histórias; Páginas recolhidas; Relíquias de Casa Velha (contos); Ocidentais (poesia); Hoje avental, amanhã luva; Desencantos; O caminho da porta; Quase ministro; os deuses de casaca; Uma ode de Anacreonte; Tu, só tu, puro amor; Não consultes médico (teatro). Póstumas: Contos recolhidos; Contos esparsos; Histórias sem data; Contos avulsos; Contos esquecidos; Contos e Crônicas; Crônicas de Lélio; Outras relíquias; Novas relíquias; A semana; Crítica teatral; Crítica literária

Raul Pompéia - (1863-1895) - O Ateneu; Uma tragédia no Amazonas; Agonia; As jóias da Coroa (romances); microscópicos (contos); Canções sem metro (poesia)

NATURALISMO

- Adolfo Caminha - (1867-1897) - A normalista; O bom crioulo; Tentação (romances); Judith; Lágrimas de um crente (contos); Cartas literárias (crítica)

- Aluisio Azevedo - (1857-1913) - Uma lágrima de mulher; O mulato; Mistérios da Tijuca; Casa de pensão, O cortiço; A mortalha de Alzira; Memórias de um condenado; Filomena Borges; O homem; O coruja; O livro de uma sogra (romances); Demônios (contos); O bom negro (crônicas).

- Domingos Olímpio (1850-1906) - Luzia-homem

- Inglês de Sousa - (1853-1918) - O cacaulista; Histórias de um pescador; O coronel sangrado; O missionário (romances); Cenas da vida Amazônica (contos)

- Júlio Ribeiro - (1845-1890) - A carne; Padre Belchior de Pontes

- Manuel de Oliveira Paiva - (1861-1892) - Dona Guidinha do Poço; A afilhada

PARNASIANISMO

- Alberto de Oliveira (1857-1937) - Canções românticas; Meridionais; Sonetos e poemas; Poesias escolhidas; Versos e rimas

- Francisca Júlia - (1874-1920) - Mármores; Esfinges

- Olavo Bilac (1865-1918) - Panóplias; Sarças de fogo; Via láctea; poesias infantis; Alma inquieta; Tarde (poesia); Crônicas e novelas (prosa); e tratados de literatura

- Raimundo Correia (1859-1911) - Primeiros sonhos; Sinfonias; Versos e versões; Aleluia; Poesias

- Vicente de Carvalho - (1866-1924) - Relicário; Rosa, rosa de amor

SIMBOLISMO

- Alphonsus de Guimarães - (1870-1921) - Septenário das dores de Nossa Senhora; Dona mística; Kyriale; Pauvre lyre; Pastoral aos crentes do amor e da morte; Escada de Jacó; Pulves; Câmara ardente; Salmos da noite

- Cruz e Sousa - (1863-1898) - - Broquéis; Missal; Faróis; Evocação; Últimos sonetos

PRÉ-MODERNISMO

- Augusto dos Anjos (1884-1914) - Eu (poesia)

- Coelho Neto (1864-1934) - A capital federal; O rajá de pendjab; O morto; O paraíso; Tormenta, Esfinge (romances); Rapsódias; Baladilhas; Álbum de Calibã; Vida Mundana; Contos da Vida e da Morte (contos)

- Euclides da Cunha - (1866-1909) - Os sertões; Contrastes e confrontos; Peru versus bolívia; À margem da história; Canudos - diário de uma expedição (ensaios históricos)

- Graça Aranha - (1868-1931) - Canaã; A viagem maravilhosa (romances); Malazarte (teatro); A estrela da vida; Espírito moderno; Futurismo (ensaios)

- Lima Barreto - (1881-1922) - Recordações do escrivão Isaías Caminha; Triste fim de Policarpo Quaresma; Numa e a Ninfa; Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá; Bagatelas; Os Bruzundangas; Clara dos Anjos (romances); Coisas do Reino de Jambom (sátira); Feiras de Mafuás; Vida urbana; Marginália (artigos e crônicas); Diário Íntimo; Cemitério dos vivos (memórias); Impressões de leitura (crítica)

- Monteiro Lobato (1882-1948) - Urupês; Cidades mortas; Negrinha; O macaco que se fez homem; O presidente negro; Idéias de Jeca Tatu (prosa); Reinações de Narizinho; O paço do Visconde; As caçadas de Pedrinho (literatura infantil)

- Raul de Leoni - (1895-1926) - Luz mediterrânea (poesia)

MODERNISMO - Primeira Fase

- Antônio de Alcântara Machado - (1901-1935) - Pathé Baby; Brás, Bexiga e Barra Funda; Laranja da China; Mana Maria; Cavaquinho e Saxofone (prosa)

- Cassiano Ricardo - (1895-1974) - Dentro da Noite; A frauta de Pã; Martim-Cererê; Deixa estar, Jacaré; O sangue das horas; Jeremias sem-Chorar (poesia)

- Guilherme de Almeida - (1890-1969) - Nós; Messidor; Livro de horas de Sóror Dolorosa; A frauta que eu perdi; A flor que foi um homem; Raça (poesia)

- Juó Bananère (Alexandre Ribeiro Marcondes Machado - 1892-1933) - La divina increnca (poesia)

- Manuel Bandeira (1886-1968) - Cinza das horas; Carnaval; O ritmo dissoluto; Libertinagem; Lira dos cinquent'anos; Estrela da manhã; Mafuá do malungo; Opus 10; Estrela da tarde; Estrela da vida inteira (poesia); Crônicas da província do Brasil; Itinerário de Passárgada; Frauta de papel (prosa)

- Mário de Andrade - (1893-1945) - Há uma gota de sangue em cada poema; Paulicéia desvairada; Losango cáqui; Clã do jabuti; Remate de males; Lira paulistana (poesia); Macunaíma (rapsódia); Amar, verbo intransitivo (romance); Belazarte; Contos novos (contos); A escrava que não é Isaura; Música, doce música; Namoros com a medicina; O empalhador de passarinho; Aspectos da literatura brasileira; O baile das quatro artes (ensaios); Os filhos da Candinha (crônicas)

- Menotti Del Picchia (1892-1988) - Juca Mulato; Moisés; Chuva de pedras (poesia); O homem e a morte; Salomé; A tormenta (romances)

- Oswald de Andrade - (1890-1954) - Pau-Brasil; Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade; Cântico dos Cânticos para flauta e violão (poesia); Serafim Ponte Grande; Os condenados; A estrela de absinto; A escada vermelha; Memórias sentimentais de João Miramar; Marco zero (2 volumes) (romances); O homem e o cavalo; A morta; O rei da vela (teatro); Um homem sem profissão 1: sob as ordens de mamãe (memórias)

- Plínio Salgado (1901-1975) - O estrangeiro; O cavaleiro de Itararé (romances)

- Raul Bopp - (1898-1984) - Cobra Norato; Urucungo (poesia)

- Ronald de Carvalho - (1893-1935) - Toda a América; Epigramas irônicos e sentimentais; Luz gloriosa e sonetos (poesia)

MODERNISMO (Segunda fase - Poesia)

- Augusto Frederico Schmidt - (1906-1965) - Navio perdido; Pássaro cego; Desaparição da amada; Canto da noite; Estrela solitária

- Carlos Drummond de Andrade - (1902-1987) - Alguma poesia; Brejo das Almas; Sentimento do mundo; A rosa do povo; Claro enigma; Viola de bolso; Fazendeiro do ar; Viola de bolso novamente encordoada; Lição de coisas; Versiprosa; Boitempo; Reunião; As impurezas do branco; Menino antigo; O marginal Clorindo Gato; Corpo (poesia); Confissões de Minas; O gerente; Contos de aprendiz (prosa)

- Cecília Meireles - (1901-1964) - Espectros; Nunca mais; Metal rosicler; Viagem; Vaga música; Mar absoluto; Retrato natural; Romanceiro da Inconfidência; Solombra; Ou isto ou aquilo (poesia); Giroflê, giroflá; Escolha seu sonho (prosa)

- Jorge de Lima - (1895-1953) - XIV alexandrinos; O mundo do menino impossível; Tempo e eternidade (com Murilo Mendes); Quatro poemas negros; A túnica inconsútil; Livro de sonetos; Anunciação; Encontro de Mira-Celi; Invenção de Orfeu (poesia); Salomão e as mulheres; Calunga; Guerra dentro do beco (prosa).

- Murilo Mendes (1901-1975) - História do Brasil; A poesia em pânico; O visionário; As metamorfoses; Mundo enigma; Poesia liberdade; Contemplação de ouro preto (poesia); O discípulo dos Emaús; A idade do serrote; Poliedro (prosa)

- Vinícius de Morais - (1913-1980) - O caminho para a distância; Forma e exegese; Ariana, a mulher; Cinco elegias; Para viver um grande amor (poesia); Orfeu da Conceição (teatro)

MODERNISMO (Segunda fase - Prosa)

- Cornélio Pena (1896-1958) - Fronteira; Repouso; A menina morta

- Cyro dos Anjos (1906) - O amanuense Belmiro; Abdias; A montanha

- Érico Veríssimo (1905-1975) - Clarissa; Música ao longe; Um lugar ao sol; Olhai os lírios do campo; O resto é silêncio; Noite; O tempo e o vento (O continente, O retrato e O Arquipélago); O senhor embaixador; Incidente em Antares

- Graciliano Ramos (1892-1953) - Angústia; Caetés; São Bernardo; Vidas secas; Infância; Insônia; Memórias do Cárcere; Viagem

- Jorge Amado (1912) - O país do carnaval; Cacau; suor; Capitães de Areia; Jubiabá; Seara vermelha; Terras do sem-fim; São Jorge dos ilhéus; O cavaleiro da esperança; Gabriela, cravo e canela; Os pastores da noite; Dona Flor e seus dois maridos; Tenda dos milagres; Tieta do agreste, Tereza Batista cansada de guerra; Tocaia grande; O sumiço da santa

- José Américo de Almeida - (1887-1980) - A bagaceira; O boqueirão; Coiteiros

- José Lins do Rego - (1901-1957) - Menino de Engenho; Doidinho; Bangüê; O moleque Ricardo; Usina; Pedra Bonita; Fogo morto; Riacho doce; Pureza; Água mãe; Euridice

- Lúcio Cardoso - (1913-1968) - Maleita; Mãos vazias; O desconhecido; Crônica da casa assassinada; O viajante

- Marques Rebelo - (1907-1973) - Oscarina; Marafa; A estrela sobe; O espelho partido

- Otávio de Faria - (1908-1980) - Tragédia burguesa

- Patrícia Galvão (1910-1962) - Parque industrial; A famosa revista (em parceria com Geraldo Ferraz)

- Rachel de Queiroz (1910) - O Quinze; João Miguel; Caminho de Pedras; As três Marias (romances); Lampião; A beata Maria do Egito (teatro)

PÓS-MODERNISMO

- Ariano Suassuna - (1927) Auto da compadecida; A pena e a lei; O santo e a porca (teatro)

- Clarice Lispector (1925-1977) - Perto do coração Selvagem; O lustre; A maçã no escuro; Laços de família; A legião estrangeira; A paixão segundo G. H.; Água viva; A via crucis do corpo; A hora da estrela; Um sopro de vida

- Ferreira Gullar (1930) - A luta corporal; João Boa-Morte; Dentro da noite veloz; Cabra marcado para morrer; Poema sujo (poesia)

- Geir Campos (1924) - Rosa dos rumos; Canto claro; Operário do canto (poesia)

- Guimarães Rosa - (1908-1967) - Sagarana; Corpo de Baile; Grande Sertão: veredas; Primeiras estórias; Tutaméia; Terceiras estórias; Estas estórias

- João Cabral de Melo Neto (1920) - Pedra do sono; O engenheiro; Psicologia da composição; Fábula de Anfion e Antiode; O cão sem plumas; O rio; Morte e vida severina; Uma faca só lâmina; Quaderna; A educação pela pedra; Auto do frade; Agrestes; Crime de la Calle relator

- Jorge Andrade (1922-1984) - A moratória; Vereda da salvação; A escada; Os ossos do barão; Senhora da boca do lixo; Rasto atrás; Milagre na cela (teatro)

- Lêdo Ivo - (1924) - O caminho sem aventura; A morte do Brasil; Ninho de cobra; As alianças; O sobrinho do general; A noite misteriosa (poesia); Use a passagem subterrânea (conto)

- Mauro Mota - (1912-1984) - Canto ao meio; Elegias (poesia)

- Nelson Rodrigues - (1912-1980) - Vestido de noiva; Perdoa-me por me traíres; Álbum de família; Os sete gatinhos; Viúva porém honesta; Bonitinha mas ordinária; A falecida; Boca de ouro; Beijo no asfalto; Toda nudez será castigada; A serpente (teatro); O casamento (romance)

- Péricles Eugênio da Silva Ramos - (1919) - Sol sem tempo; Lamentação floral (poesia)

PRODUÇÕES CONTEMPORÂNEAS

- Adélia Prado (1936) - Bagagem; O coração disparado; Terra de Santa Cruz (poesia); Cacos para um vitral; Os componentes da banda (prosa)

- Antônio Callado - (1917) - A madona de cedro; Quarup; Reflexos do baile (prosa)

- Augusto Boal - (1931) - Revolução na América do Sul (teatro); Jane Spitfire (prosa)

- Augusto de Campos (1931) - O rei menos o reino; Caleidoscópio; Poemóbiles; Poetamenos; Poesia completa; Ovonovelo; Linguaviagem; Antologia \noigrandes (poesia)

- Autran Dourado (1926) - A barca dos shomens; Ópera dos mortos; O risco do bordado; Os sinos da agonia; Armas e corações

- Bernardo Élis - O tronco; Veranico de janeiro (prosa)

- Caio Fernando de Abreu - (1948) - Morangos mofados; Triângulo das águas (prosa)

- Carlos Heitor Cony - (1926) - O ventre; Tijolo de segurança; Antes, o verão (prosa)

- Chico Buarque de Holanda - (1944) - Fazenda Modelo (prosa); Calabar (teatro, em parceria com Ruy Guerra); Gota D’água (teatro, em parceria com Paulo Pontes); Ópera do malandro (teatro)

- Dalton Trevisan - (1925) - O vampiro de Curitiba; Desastres do amor; Guerra conjugal; A trombeta do anjo vingador; Lincha tarado; Cemitério de elefantes (contos)

- Décio Pignatari (1927) - O carrossel; Rumo a Nausicaa; Poesia pois é poesia; O rosto da memória

- Dias Gomes - (1922) - O pagador de promessas; O rei de Ramos; O santo inquérito; Vargas (teatro); Odorico, o bem amado (prosa)

- Domingos Pellegrini Jr. (1949) - Os meninos; Paixões; As sete pragas; Os meninos crescem (contos)

- Eduardo Alves da Costa - (1936) - Poesia viva; Salamargo (poesia); Fátima e o velho; Chongas (prosa)

- Edla Van Steen - Antes do amanhecer; Cio; Memórias do medo; Corações mordidos (prosa)

- Esdras do Nascimento (1934) - Solidão em família; Tiro na memória; Engenharia do casamento; Paixão bem temperada; Variante Gotemburgo; Os jogos da madrugada (prosa)

- Fernando Sabino (1923) - O encontro marcado; O grande mentecapto; O homem nu; Deixa o Alfredo falar!; O gato sou eu (prosa)

- Geraldo Ferraz (1906-1979) - Doramundo; KM 63 (prosa)

- Gianfrancesco Guarnieri (1934) - Eles não usam black-tie; Gimba; Arena conta Zumbi e Arena conta Tiradentes (em parceria com Augusto Boal); Marta Saré; Um grito parado no ar; Ponto de partida (teatro)

- Haroldo de Campos (1929) - Auto do possesso; O âmago do ômega; Servidão de passagem; Xadrez de estrelas; Poemas em noites grandes; Galáxias (poesia)

- Hilda Hilst (1930) - Balada de Alzira; Ode fragmentária; Sete cantos do poeta para o anjo; Cantares de pedra e predileção (poesia)

- Ignácio de Loyola Brandão (1937) - Depois do sol; Bebel que a cidade comeu; Pega eles, silêncio; Zero; Cães danados; Cadeiras proibidas; Dentes ao sol; Não verás país nenhum; É gol; Cabeças de 2ª feira; O verde violentou o muro; O beijo não vem da boca (prosa)

- João Ubaldo Ribeiro (1941) - Sargento Getúlio; Vila Real; Viva o povo brasileiro (prosa)

- José Cândido de Carvalho - (1914) - O coronel e o lobisomem (romance)

- José Lino Grünewald (1931) - Um e dois (poesia)

- José J. Veiga (1915) - A hora dos ruminantes; Os cavalinhos de platiplanto; Sombras de reis barbudos (prosa)

- José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) - Rosinha, minha canoa; Barro blanco; As confissões de Frei Abóbora; O meu pé de laranja-lima; Rua descalça (prosa)

- José Paulo Paes (1916) - Poemas reunidos; Anatomia da musa (poesia)

- Josué Montello (1917) - Janelas fechadas; A luz da estrela morta; A décima noite; Os tambores de São Luiz (prosa)

- Lourenço Diaféria - (1933) - Um gato na terra do tamborim; A morte sem colete (prosa)

- Luiz Fernando Veríssimo (1936) - Amor brasileiro; Pega pra Capitu; A mesa voadora; Humor de 7 cabeças; Ed Mort; Sexo na cabeça; O analista de Bagé; O gigolô das palavras; A velhinha de Taubaté; O popular; A mãe de Freud; A mulher do Silva (prosa)

- Luiz Villela - (1943) - Tremor de terra; Tarde da noite (contos)

- Lia Luft (1938) - As parceiras; A asa esquerda do anjo; Reunião de família; O quarto fechado (prosa); O lado fatal (poesia)

- Lygia Fagundes Telles - (1923) - Ciranda de pedra; Verão no aquário; O jardim selvagem; As meninas; Seminário dos ratos; A disciplina do amor (prosa)

- Márcio Souza - (1946) - Galvez, imperador do Acre; Mad Maria; A resistível ascensão de Boto Tucuxi; A condolência (prosa)

- Marina Colassanti (1937) - Eu sozinha; E por falar de amor; A nova mulher; Mulher daqui pra frente; Zooilógico; A morada do ser; Contos de amor rasgados; Uma idéia toda azul (prosa)

- Mário Chamie - (1933) - Lavra-lavra; Indústria; Now tomorrow mau; Planoplenário (poesia)

- Mário Palmério (1916) - Vila dos Confins; Chapadão do Bugre (prosa)

- Mário Quintana (1906) - Rua dos cataventos; Sapato florido; O aprendiz de feiticeiro; Apontamentos de história sobrenatural; Canções; Caderno H (poesia)

- Mauro Gama (1938) - Anticorpo; Corpo verbal (poesia)

- Millôr Fernandes - (1924) - Computa, computador, computa; Trinta anos de mim mesmo; Fábulas fabulosas; Compozissõis infãtis; Que país é este? (prosa)

- Moacyr Scliar - (1916) - O pirotécnico Zacarias; O convidado (prosa)

- Nélida Piñon - (1935) - A casa da paixão; Sala de armas; A república dos sonhos (prosa)

- Oduvaldo Vianna Filho - (1936-1974) - Chapetuba futebol Clube; Corpo a corpo; Rasga coração; Papa Highirte (teatro)

- Osman Lins - (1924-1978) - Nove novena; O fiel e a pedra; Avalovara; A rainha dos cárceres da Grécia

- Paulo Leminski - (1944-1989) - Caprichos e relaxos (poesia); Catatau (prosa)

- Paulo Mendes Campos (1922) - A palavra escrita; O domingo azul do mar; O cego de Ipanema; Trinca de copas; O cronista do morro (prosa)

- Pedro Nava (1903-1984) - Baú de Ossos; Balão cativo; O círio perfeito (prosa)

- Plínio Marcos - (1935) - Dois perdidos numa noite suja; Navalha na carne. Abajur lilás (teatro)

- Renata Pallottini (1931) - A casa; A faca e a pedra; Noite afora (poesia)

- Ricardo Ramos (1929) - Tempo de espera; Os desertos; Toada para surdos; As fúrias; O sobrevivente (prosa)

- Ronaldo Azeredo (1937) - Mínimo múltiplo comum (poesia)

- Rubem Braga - (1913) - O homem rouco; Ai de ti, Copacabana! (prosa)

- Rubem Fonseca (1925) - A coleira do cão; Lúcia McCartney; Feliz ano novo; O caso Morel; O cobrador; A grande arte; Os prisioneiros; Bufo e Spallanzani (prosa)

- Samuel Rawett - (1929-1984) - Contos do imigrante; Os sete sonhos; O terreno de uma polegada quadrada (prosa)

- Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto, 1923-1968) - Tia Zulmira e eu; Primo Altamirando e elas; Rosamundo e os outros; Febeapá - Festival de Besteiras que assola o país (2 volumes); As cariocas (prosa)

- Thiago de Mello (1926) - Narciso cego; Vento geral; Faz escuro mas eu canto porque a manhã vai chegar (poesia).

Principais datas da literatura brasileira

ANO

FATO

CONSEQÜÊNCIA

1500

Carta de Pero Vaz de Caminha

Primeira manifestação da literatura informativa

1549

Cartas do jesuíta Manoel da Nóbrega

Primeira manifestação da literatura dos jesuítas

1601

Bento Teixeira publica camoniana, "Prosopopéia".

Introdução do Brasil na poesia

1633

Estréia do Padre Antônio Vieira nos púlpitos da Bahia

 

1705

Publicação de "Música do Parnaso" de Manoel Botelho de Oliveira

Primeiro livro impresso de autor nascido no Brasil.

1768

Fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica, Minas Gerais. Publicação das "Obras", de Cláudio Manuel da Costa

Início do Arcadismo

1808

Chegada da Família Real ao Rio de Janeiro

Início do período de transição

1836

Lançamento da Revista"Niterói", em Paris. Publicação do livro "Suspiros Poéticos e Saudades", de Gonçalves de Magalhães.

Início do Romantismo

1843

Gonçalves Dias escreve, em Coimbra, a Canção do exílio

 

1857

José de Alencar publica o romance indianista "O Guarani"

 

1868

Castro Alves escreve, em São Paulo, suas principais poesias sociais, entre elas: "Estrofes do solitário", "Navio negreiro", "Vozes d'África"

 

1870

Tobias Barreto lidera movimento de realistas

Primeiras manifestações na Escola de Recife

1881

Publicação de "O mulato", de Aluízio de Azevedo

Primeiro romance naturalista do Brasil

1881

Publicação de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

Primeiro romance realista do Brasil e início do Realismo

1893

Publicação de Missal (prosa) e Broquéis (poesia), de Cruz e Souza

Início do Simbolismo

1902

Publicação de "Os Sertões", de Euclides da Cunha

Início do Pré-Modernismo

1917

Menotti del Picchia publica "Juca Mulato"; Manuel Bandeira publica "Cinzas das horas"; Mário de Andrade publica "Há uma gota de sangue em cada poema"; Anita Malfatti faz sua primeira exposição de pinturas; Monteiro Lobato critica a pintora e os jovens que a defendem são os mesmos que, posteriormente, participariam da Semana de Arte Moderna

 

1922

Realização da Semana de Arte Moderna, com três espetáculos no Teatro Municipal de São Paulo em 13, 15 e 17 de fevereiro. Mário de Andrade recebe intensa vaia ao declamar poesias de seu livro "Paulicéia desvairada"

 

1930

Publicação de "Alguma Poesia", de Carlos Drummond de Andrade

Segunda geração do Modernismo

1945

A Geração de 45

Terceira geração do Modernismo

 

   No gênero Lírico podem ser encontradas muitas formas poéticas, algumas muito antigas, outras mais modernas, que se caracterizam por apresentar determinado numero de versos ou determinado ritmo. Geralmente são chamadas formas poéticas fixas. As mais comuns são:

      Soneto: Surgido na Itália, no sec.XIII, trata-se de um poema composto por quatro estrofes, sendo as duas primeiras quartetos (com quatro versos) e as duas ultimas tercetos (com três versos). É praticamente a única que chegou intacta até nossos dias.

      Elegia: Surgida na Grécia antiga, é um poema que trata de acontecimentos tristes ou da morte. 

      Écloga: Poesia de tema pastoril, que retrata a vida no campo, a vida bucólica.

      Idílio: Também poesia bucólica, com introdução de diálogos.

      Ode: De origem grega, como os demais, é poesia de exaltação de valores nobres, de tom entusiástico, tal como o hino, destinado a exaltação dos deuses ou da pátria. 

Gênero Dramático

   A palavra drama pode ter outros sentidos, associados geralmente a situação conflituosas, problemáticas, difíceis ou comoventes. É por isso que podemos falar de núcleo dramático de um texto, seja ele teatral ou não. 
  
A esse gênero pertencem os textos escritos para serem representados, essa finalidade está expressa na palavra grega drama: ela significa ação.
    O texto dramático realiza-se na encenação; ele dispensa narrador que conduza a história; são atores que usam a palavra e, através da representação, fazem com que o enredo se desenvolva. Assim, o gênero dramático realiza-se totalmente no espaço teatral.

              O gênero dramático compreende as seguintes modalidades:

       Tragédia: é a representação de um fato trágico, suscetível de provocar compaixão e terror. Aristóteles afirmava que a tragédia era "uma representação duma ação grave, de alguma extensão e completa, em linguagem figurada, com atores agindo, não narrando, inspirando dó e terror".

       Comédia: é a representação de um fato inspirado na vida e no sentimento comum, de riso fácil, em geral criticando os costumes. Sua origem grega está ligada às festas populares, celebrando a fecundidade da natureza.

       Tragicomédia: modalidade em que se misturam elementos trágicos e cômicos. Originalmente, significava a mistura do real com o imaginário.

       Farsa: pequena peça teatral, de caráter ridículo e caricatural, que crítica a sociedade e seus costumes; baseia-se no lema latino Ridendo castigat mores (Rindo, castigam-se os costumes).

        Auto: Peça curta, geralmente de conteúdo religiosos ou profano, surgida na Idade Media e representada por ocasiões das grandes festas religiosas, nos pátios ou no interior das igrejas e muitas vezes nas praças. Tem conteúdo simbólico, pois atores não representam seres humanos,mas entidades abstratas, tais como: o pecado, a hipocrisia, a bondade, a virtude, a luxuria, etc. Ainda há autores populares brasileiros que escrevem autos, principalmente no Nordeste, como por exemplo, Ariano Suassuna.

Gênero Épico

    A palavra "epopéia" vem do grego épos, ‘verso’+ poieô, ‘faço’ e se refere à narrativa em forma de versos, de um fato grandioso e maravilhoso que interessa a um povo. É uma poesia objetiva, impessoal, cuja característica maior é a presença de um narrador falando do passado (os verbos aparecem no pretérito). O tema é, normalmente, um episódio grandioso e heróico da história de um povo.

              Dentre as principais epopéias (ou poemas épicos), destacamos:

      
Ilíada e Odisséia (Homero, Grécia; narrativas sobre a guerra entre Grécia e Tróia).

       Eneida (Virgílio, Roma; narrativa dos feitos romanos)

       Paraíso Perdido (Milton, Inglaterra)

       Orlando Furioso (Ludovico Ariosto, Itália)

       Os Lusíadas (Camões, Portugal)

       Na literatura brasileira, as principais epopéias foram escritas no século XVIII:

       Caramuru (Santa Rita Durão)

       O Uraguai (Basílio da Gama)


                                     
Gênero Narrativo
    O Gênero narrativo é visto como uma variante do gênero épico, enquadrando, neste caso, as narrativas em prosa. Dependendo da estrutura, da forma e da extensão, as principais manifestações narrativas são o romance, a novela e o conto. 
   Em qualquer das três modalidades acima, temos representações da vida comum, de um mundo mais individualizado e particularizado, ao contrário da universalidade das grandiosas narrativas épicas, marcadas pela representação de um mundo maravilhoso, povoado de heróis e deuses.
   As narrativas em prosa, que conheceram um notável desenvolvimento desde o final do século XVIII, são também comumente chamadas de narrativas de ficção.

·
Romance: narração de um fato imaginário, mas verossímil, que representa quaisquer aspectos da vida familiar e social do homem. Comparado à novela, o romance apresenta um corte mais amplo da vida, com personagens e situações mais densas e complexas, com passagem mais lenta do tempo. Dependendo da importância dada ao personagem ou à ação ou, ainda, ao espaço, podemos ter romance de costumes, romance psicológico, romance policial, romance regionalista, romance de cavalaria, romance histórico, etc.

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Novela: na literatura em língua portuguesa, a principal distinção entre novela e romance é quantitativa: vale a extensão ou o número de páginas. Entretanto, podemos perceber características qualitativas: na novela, temos a valorização de um evento, um corte mais limitado da vida, a passagem do tempo é mais rápida, e o que é mais importante, na novela o narrador assume uma maior importância como contador de um fato passado.

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Conto: é a mais breve e simples narrativa centrada em um episódio da vida. O crítico Alfredo Bosi, em seu livro O conto brasileiro contemporâneo, afirma que o caráter múltiplo do conto "já desnorteou mais de um teórico da literatura ansioso por encaixar a forma conto no interior de um quadro fixo de gêneros. Na verdade, se comparada à novela e ao romance, a narrativa curta condensa e potencia no seu espaço todas as possibilidades da ficção".

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Fábula: narrativa inverossímil, com fundo didático, que tem como objetivo transmitir uma lição moral. Normalmente a fábula trabalha com animais como personagens. Quando os personagens são seres inanimados, objetos, a fábula recebe a denominação de apólogo. 

    A fábula é das mais antigas narrativas, coincidindo seu aparecimento, segundo alguns estudiosos, com o da própria linguagem. No mundo ocidental, o primeiro grande nome da fábula foi Esopo, um escravo grego que teria vivido no século VI a.C. Modernamente, muitas das fábulas de Esopo foram retomadas por La Fontaine, poeta francês que viveu de 1621 a 1695. O grande mérito de La Fontaine reside no apurado trabalho realizado com a linguagem, ao recriar os temas tradicionais da fábula. No Brasil, Monteiro Lobato realizou tarefa semelhante, acrescentando, às fábulas tradicionais, curiosos e certeiros comentários dos personagens que viviam no Sítio do Pica-pau Amarelo.

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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