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Literatura informativa de origem ibérica
- Ambrósio Fernandes Brandão
- Diálogo das grandezas do Brasil
- Gabriel Soares de Sousa
(1540?-1591) - Tratado descritivo do Brasil
- Pero Lopes e Sousa -
Diário de navegação
- Pero de Magalhães Gândavo
- Tratado da Terra do Brasil, História da Província
de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil
- Frei Vicente de Salvador(1564-1639)
- História da Custódia do Brasil
Literatura informativa de autores não-ibéricos
- André de Thevet - As
singularidades da França Antártica
- Antonil (Giovanni Antonio
Andreoni, 1650-1716?) - Cultura e opulência do
Brasil
- Hans Staden - Meu
cativeiro entre os selvagens do Brasil
- Jean de Lery - História de
uma viagem feita à terra do Brasil
Literatura dos Catequistas
- Fernão Cardim - Tratado da
Terra e da gente do Brasil
- José de Anchieta
(1534-1597) - Cartas, informações, fragmentos
históricos e sermões: De gentis Mendis de Saa; De
Beata Virgine dei Matre Maria; Arte da gramática da
lingua mais usada na costa do Brasil; e os autos:
Auto da pregação universal; Na festa de São
Lourenço; Na visitação de Santa Isabel
- Manuel da Nóbrega - Cartas
do Brasil; Diálogo sobre a conversão do gentio
BARROCO
- Bento Teixeira (1561-1600)
- Prosopopéia
- Gregório de Matos Guerra
(1623-1696) - Poesia sacra; Poesia lírica; Poesia
satírica (2 volumes); Últimas
- Manuel Botelho de Oliveira
(1636-1711) - Música do Parnaso
- Frei Manuel de Santa Maria
Itaparica (1704-?) - Descrição da Cidade da Ilha
de Itaparica; Estáquidos
- Padre Antônio Vieira
(1608-1697) - Obra composta de sermões (15 volumes),
cartas e profecias (as principais: Sermão pelo bom
sucesso das almas de Portugal contra as de Holanda;
Sermão da sexagésima; Sermão da primeira dominga da
Quaresma; Sermão de Santo Antônio aos peixes; e as
profecias: Histórias do futuro e Clavis prophetarum
ARCADISMO
- Alvarenga Peixoto (1748-1793) - Enéias no Lácio e obra poética esparsa
- Basílio da Gama
(1740-1795) - O Uraguai
- Cláudio Manuel da Costa
(1729-1789) - Obras; Vila Rica; Fábula do Ribeirão
do Carmo
- Santa Rita Durão
(1722-1784) - Caramuru
- Silva Alvarenga
(1749-1814) - Obras poéticas; Glaura; O desertor
- Sousa Caldas (1762-1814) -
Obra esparsa (poemas, traduções, cartas)
- Tomás Antônio Gonzaga
(1744-1810) - Marília de Dirceu; Cartas Chilenas;
Tratado de Direito Natural
ROMANTISMO - (Poesia)
Primeira geração
- Gonçalves Dias
- (1823-1864) - Primeiros cantos; Segundos cantos;
Terceiros Cantos; Os timbiras; Sextilhas de Frei
Antão (Poesia); Leonor de Mendonça; Beatriz Cenci;
Patkull (teatro); Brasil e Oceania; Dicionário de
lingua tupi
- Gonçalves de Magalhães -
(1811-1882) - Poesias; Suspiros poéticos e saudades;
A confederação dos Tamoios (poesia) Amância
(novela); Antônio José ou O poeta e a inquisição;
Olgiato (teatro)
- Manuel de Araújo Porto Alegre
- (1806-1879) - Brasilianas; Colombo
Segunda geração -
- Álvares de Azevedo -
(1831-1852) - Lira dos vinte anos; O conde Lopo
(poesia); Noite na Taverna; O livro de Fra
Gondicario (prosa); Macário (teato)
- Cassimiro de Abreu -
(1839-1860) - As primaveras (poesia); Camões e o Jaú
(teatro)
- Fagundes Varela
(1841-1875) - Vozes da América; Estandarte
Auriverde; Cantos do Ermo e da Cidade; Cantos
religiosos; Diário de Lázaro; Anchieta ou O
evangelho nas selvas
- Junqueira Freire -
(1832-1855) - Inspirações do claustro
Terceira geração -
-
Castro Alves (1847-1871) - Espumas
flutuantes; Os escravos; A cachoeira de Paulo
Afonso; Hinos do Equador (poesia); Gonzaga ou A
revolução de Minas (teatro)
- Sousândrade (Joaquim de
Sousa Andrade, 1833-1902) - Obras poéticas; Harpa
selvagem; Guesa errante
- Tobias Barreto (1837-1889)
- Dias e noites
ROMANTISMO (Prosa)
- Bernardo Guimarães -
(1825-1884) - O ermitão de Muquém; Lendas e
romances; O garimpeiro; O seminarista; O índio
Afonso; A escrava Isaura; O pão de ouro; Rosaura, a
enjeitada; Jupira (romances); Cantos da solidão
(poesia)
- Franklin Távora -
(1842-1888) - A trindade Maldita; Os índios do
Jaguaribe; A casa de palha; Um casamento no
arrabalde; O cabeleira; O matuto; Lourenço.
- Joaquim Manuel de Macedo -
(1820-1882) - A moreninha; O moço loiro; Os dois
amores; Rosa, Vicentina; A carteira do meu tio; A
luneta mágica; As vítimas algozes, Nina; A
Namoradeira; Mulheres de matilha; Um noivo e duas
noivas.
- José de Alencar -
(1829-1877) - Cinco minutos; A viuvinha; Sonhos
D’ouro; Encarnação; Senhora; Diva; Lucila; A pata da
gazela (romances urbanos); As minas de prata; A
guerra dos mascates; Alfarrábios (romances
históricos); O sertanejo; O gaúcho (romances
regionalistas); Til; O tronco do Ipê (romances
rurais); Iracema; O guarani; Ubirajara (romances
indianistas); A noite de São João, O crédito;
Demônio familiar; Verso e reverso; As asas de um
anjo; Mãe; O jesuíta (teatro)
- Manuel Antônio de Almeida
- (1831-1861) - Memórias de um sargento de milícias
- Visconde de Taunay (Alfredo
D’Escragnolle Taunay - 1843-1899) - Inocência; A
retirada da Laguna; Lágrimas do coração; Histórias
brasileiras
- Teixeira de Souza
(1812-1861) - Os filhos do pescador; Tardes de um
pintor
ROMANTISMO (Teatro)
- Martins Pena (1815-1848) -
O juiz de paz na roça; O cinto acusador; A família e
a festa da roça; Os dois ou O inglês maquinista;
Judas em Sábado de Aleluia; O diletante; O noviço;
As casadas solteiras; O cigano; Os ciúmes de um
pedestre; O usuário; A barriga do meu tio; As
desgraças de uma criança
- Paulo Eiró (1836-1871) -
Sangue limpo
REALISMO
-
Artur Azevedo (1855-1908) - Amor por anexins;
A pelo do lobo; O dote; A princesa dos cajueiros; O
liberato; A mascote na roça; O tribofe; Revelação de
um segredo; A fantasia; A capital Federal (teatro)
- Machado de Assis -
(1839-1908) - Primeira fase: Ressurreição; A mão e a
luva; Helena; Iaiá Garcia (romances); Contos
fluminenses; Histórias da meia-noite (contos);
Crisálidas; Falenas; Americanas (poesia); Segunda
fase: Memórias póstumas de Brás Cubas; Dom Casmurro;
Esaú e Jacó (romances); Várias histórias; Páginas
recolhidas; Relíquias de Casa Velha (contos);
Ocidentais (poesia); Hoje avental, amanhã luva;
Desencantos; O caminho da porta; Quase ministro; os
deuses de casaca; Uma ode de Anacreonte; Tu, só tu,
puro amor; Não consultes médico (teatro). Póstumas:
Contos recolhidos; Contos esparsos; Histórias sem
data; Contos avulsos; Contos esquecidos; Contos e
Crônicas; Crônicas de Lélio; Outras relíquias; Novas
relíquias; A semana; Crítica teatral; Crítica
literária
Raul Pompéia
- (1863-1895) - O Ateneu; Uma tragédia no Amazonas;
Agonia; As jóias da Coroa (romances); microscópicos
(contos); Canções sem metro (poesia)
NATURALISMO
- Adolfo Caminha -
(1867-1897) - A normalista; O bom crioulo; Tentação
(romances); Judith; Lágrimas de um crente (contos);
Cartas literárias (crítica)
- Aluisio Azevedo -
(1857-1913) - Uma lágrima de mulher; O mulato;
Mistérios da Tijuca; Casa de pensão, O cortiço; A
mortalha de Alzira; Memórias de um condenado;
Filomena Borges; O homem; O coruja; O livro de uma
sogra (romances); Demônios (contos); O bom negro
(crônicas).
- Domingos Olímpio
(1850-1906) - Luzia-homem
- Inglês de Sousa -
(1853-1918) - O cacaulista; Histórias de um
pescador; O coronel sangrado; O missionário
(romances); Cenas da vida Amazônica (contos)
- Júlio Ribeiro -
(1845-1890) - A carne; Padre Belchior de Pontes
- Manuel de Oliveira Paiva -
(1861-1892) - Dona Guidinha do Poço; A afilhada
PARNASIANISMO
- Alberto de Oliveira
(1857-1937) - Canções românticas; Meridionais;
Sonetos e poemas; Poesias escolhidas; Versos e rimas
- Francisca Júlia -
(1874-1920) - Mármores; Esfinges
- Olavo Bilac (1865-1918) -
Panóplias; Sarças de fogo; Via láctea; poesias
infantis; Alma inquieta; Tarde (poesia); Crônicas e
novelas (prosa); e tratados de literatura
- Raimundo Correia
(1859-1911) - Primeiros sonhos; Sinfonias; Versos e
versões; Aleluia; Poesias
- Vicente de Carvalho -
(1866-1924) - Relicário; Rosa, rosa de amor
SIMBOLISMO
- Alphonsus de Guimarães -
(1870-1921) - Septenário das dores de Nossa Senhora;
Dona mística; Kyriale; Pauvre lyre; Pastoral aos
crentes do amor e da morte; Escada de Jacó; Pulves;
Câmara ardente; Salmos da noite
- Cruz e Sousa - (1863-1898)
- - Broquéis; Missal; Faróis; Evocação; Últimos
sonetos
PRÉ-MODERNISMO
- Augusto dos Anjos (1884-1914) - Eu (poesia)
- Coelho Neto (1864-1934) -
A capital federal; O rajá de pendjab; O morto; O
paraíso; Tormenta, Esfinge (romances); Rapsódias;
Baladilhas; Álbum de Calibã; Vida Mundana; Contos da
Vida e da Morte (contos)
- Euclides da Cunha -
(1866-1909) - Os sertões; Contrastes e confrontos;
Peru versus bolívia; À margem da história; Canudos -
diário de uma expedição (ensaios históricos)
- Graça Aranha - (1868-1931)
- Canaã; A viagem maravilhosa (romances); Malazarte
(teatro); A estrela da vida; Espírito moderno;
Futurismo (ensaios)
- Lima Barreto - (1881-1922)
- Recordações do escrivão Isaías Caminha; Triste fim
de Policarpo Quaresma; Numa e a Ninfa; Vida e morte
de M. J. Gonzaga de Sá; Bagatelas; Os Bruzundangas;
Clara dos Anjos (romances); Coisas do Reino de
Jambom (sátira); Feiras de Mafuás; Vida urbana;
Marginália (artigos e crônicas); Diário Íntimo;
Cemitério dos vivos (memórias); Impressões de
leitura (crítica)
- Monteiro Lobato
(1882-1948) - Urupês; Cidades mortas; Negrinha; O
macaco que se fez homem; O presidente negro; Idéias
de Jeca Tatu (prosa); Reinações de Narizinho; O paço
do Visconde; As caçadas de Pedrinho (literatura
infantil)
- Raul de Leoni -
(1895-1926) - Luz mediterrânea (poesia)
MODERNISMO - Primeira Fase
- Antônio de Alcântara Machado
- (1901-1935) - Pathé Baby; Brás, Bexiga e Barra
Funda; Laranja da China; Mana Maria; Cavaquinho e
Saxofone (prosa)
- Cassiano Ricardo -
(1895-1974) - Dentro da Noite; A frauta de Pã;
Martim-Cererê; Deixa estar, Jacaré; O sangue das
horas; Jeremias sem-Chorar (poesia)
- Guilherme de Almeida -
(1890-1969) - Nós; Messidor; Livro de horas de Sóror
Dolorosa; A frauta que eu perdi; A flor que foi um
homem; Raça (poesia)
- Juó Bananère (Alexandre
Ribeiro Marcondes Machado - 1892-1933) - La divina
increnca (poesia)
- Manuel Bandeira
(1886-1968) - Cinza das horas; Carnaval; O ritmo
dissoluto; Libertinagem; Lira dos cinquent'anos;
Estrela da manhã; Mafuá do malungo; Opus 10; Estrela
da tarde; Estrela da vida inteira (poesia); Crônicas
da província do Brasil; Itinerário de Passárgada;
Frauta de papel (prosa)
- Mário de Andrade -
(1893-1945) - Há uma gota de sangue em cada poema;
Paulicéia desvairada; Losango cáqui; Clã do jabuti;
Remate de males; Lira paulistana (poesia); Macunaíma
(rapsódia); Amar, verbo intransitivo (romance);
Belazarte; Contos novos (contos); A escrava que não
é Isaura; Música, doce música; Namoros com a
medicina; O empalhador de passarinho; Aspectos da
literatura brasileira; O baile das quatro artes
(ensaios); Os filhos da Candinha (crônicas)
- Menotti Del Picchia
(1892-1988) - Juca Mulato; Moisés; Chuva de pedras
(poesia); O homem e a morte; Salomé; A tormenta
(romances)
- Oswald de Andrade -
(1890-1954) - Pau-Brasil; Primeiro caderno do aluno
de poesia Oswald de Andrade; Cântico dos Cânticos
para flauta e violão (poesia); Serafim Ponte Grande;
Os condenados; A estrela de absinto; A escada
vermelha; Memórias sentimentais de João Miramar;
Marco zero (2 volumes) (romances); O homem e o
cavalo; A morta; O rei da vela (teatro); Um homem
sem profissão 1: sob as ordens de mamãe (memórias)
- Plínio Salgado (1901-1975)
- O estrangeiro; O cavaleiro de Itararé (romances)
- Raul Bopp - (1898-1984) -
Cobra Norato; Urucungo (poesia)
- Ronald de Carvalho - (1893-1935) - Toda a América; Epigramas irônicos e sentimentais; Luz
gloriosa e sonetos (poesia)
MODERNISMO (Segunda fase - Poesia)
- Augusto Frederico Schmidt - (1906-1965) - Navio perdido; Pássaro cego; Desaparição
da amada; Canto da noite; Estrela solitária
- Carlos Drummond de Andrade
- (1902-1987) - Alguma poesia; Brejo das Almas;
Sentimento do mundo; A rosa do povo; Claro enigma;
Viola de bolso; Fazendeiro do ar; Viola de bolso
novamente encordoada; Lição de coisas; Versiprosa;
Boitempo; Reunião; As impurezas do branco; Menino
antigo; O marginal Clorindo Gato; Corpo (poesia);
Confissões de Minas; O gerente; Contos de aprendiz
(prosa)
- Cecília Meireles -
(1901-1964) - Espectros; Nunca mais; Metal rosicler;
Viagem; Vaga música; Mar absoluto; Retrato natural;
Romanceiro da Inconfidência; Solombra; Ou isto ou
aquilo (poesia); Giroflê, giroflá; Escolha seu sonho
(prosa)
- Jorge de Lima -
(1895-1953) - XIV alexandrinos; O mundo do menino
impossível; Tempo e eternidade (com Murilo Mendes);
Quatro poemas negros; A túnica inconsútil; Livro de
sonetos; Anunciação; Encontro de Mira-Celi; Invenção
de Orfeu (poesia); Salomão e as mulheres; Calunga;
Guerra dentro do beco (prosa).
- Murilo Mendes (1901-1975)
- História do Brasil; A poesia em pânico; O
visionário; As metamorfoses; Mundo enigma; Poesia
liberdade; Contemplação de ouro preto (poesia); O
discípulo dos Emaús; A idade do serrote; Poliedro
(prosa)
- Vinícius de Morais -
(1913-1980) - O caminho para a distância; Forma e
exegese; Ariana, a mulher; Cinco elegias; Para viver
um grande amor (poesia); Orfeu da Conceição (teatro)
MODERNISMO (Segunda fase - Prosa)
- Cornélio Pena (1896-1958)
- Fronteira; Repouso; A menina morta
- Cyro dos Anjos (1906) - O
amanuense Belmiro; Abdias; A montanha
- Érico Veríssimo
(1905-1975) - Clarissa; Música ao longe; Um lugar ao
sol; Olhai os lírios do campo; O resto é silêncio;
Noite; O tempo e o vento (O continente, O retrato e
O Arquipélago); O senhor embaixador; Incidente em
Antares
- Graciliano Ramos
(1892-1953) - Angústia; Caetés; São Bernardo; Vidas
secas; Infância; Insônia; Memórias do Cárcere;
Viagem
- Jorge Amado (1912) - O
país do carnaval; Cacau; suor; Capitães de Areia;
Jubiabá; Seara vermelha; Terras do sem-fim; São
Jorge dos ilhéus; O cavaleiro da esperança;
Gabriela, cravo e canela; Os pastores da noite; Dona
Flor e seus dois maridos; Tenda dos milagres; Tieta
do agreste, Tereza Batista cansada de guerra; Tocaia
grande; O sumiço da santa
- José Américo de Almeida -
(1887-1980) - A bagaceira; O boqueirão; Coiteiros
- José Lins do Rego -
(1901-1957) - Menino de Engenho; Doidinho; Bangüê; O
moleque Ricardo; Usina; Pedra Bonita; Fogo morto;
Riacho doce; Pureza; Água mãe; Euridice
- Lúcio Cardoso -
(1913-1968) - Maleita; Mãos vazias; O desconhecido;
Crônica da casa assassinada; O viajante
- Marques Rebelo -
(1907-1973) - Oscarina; Marafa; A estrela sobe; O
espelho partido
- Otávio de Faria
- (1908-1980) - Tragédia burguesa
- Patrícia Galvão
(1910-1962) - Parque industrial; A famosa revista
(em parceria com Geraldo Ferraz)
- Rachel de Queiroz (1910) -
O Quinze; João Miguel; Caminho de Pedras; As três
Marias (romances); Lampião; A beata Maria do Egito
(teatro)
PÓS-MODERNISMO
- Ariano Suassuna
- (1927) Auto da compadecida; A pena e a lei; O
santo e a porca (teatro)
- Clarice Lispector
(1925-1977) - Perto do coração Selvagem; O lustre; A
maçã no escuro; Laços de família; A legião
estrangeira; A paixão segundo G. H.; Água viva; A
via crucis do corpo; A hora da estrela; Um sopro de
vida
- Ferreira Gullar (1930) - A
luta corporal; João Boa-Morte; Dentro da noite
veloz; Cabra marcado para morrer; Poema sujo
(poesia)
- Geir Campos (1924) - Rosa
dos rumos; Canto claro; Operário do canto (poesia)
- Guimarães Rosa -
(1908-1967) - Sagarana; Corpo de Baile; Grande
Sertão: veredas; Primeiras estórias; Tutaméia;
Terceiras estórias; Estas estórias
- João Cabral de Melo Neto
(1920) - Pedra do sono; O engenheiro; Psicologia da
composição; Fábula de Anfion e Antiode; O cão sem
plumas; O rio; Morte e vida severina; Uma faca só
lâmina; Quaderna; A educação pela pedra; Auto do
frade; Agrestes; Crime de la Calle relator
- Jorge Andrade (1922-1984)
- A moratória; Vereda da salvação; A escada; Os
ossos do barão; Senhora da boca do lixo; Rasto
atrás; Milagre na cela (teatro)
- Lêdo Ivo - (1924) - O
caminho sem aventura; A morte do Brasil; Ninho de
cobra; As alianças; O sobrinho do general; A noite
misteriosa (poesia); Use a passagem subterrânea
(conto)
- Mauro Mota - (1912-1984) -
Canto ao meio; Elegias (poesia)
- Nelson Rodrigues -
(1912-1980) - Vestido de noiva; Perdoa-me por me
traíres; Álbum de família; Os sete gatinhos; Viúva
porém honesta; Bonitinha mas ordinária; A falecida;
Boca de ouro; Beijo no asfalto; Toda nudez será
castigada; A serpente (teatro); O casamento
(romance)
- Péricles Eugênio da Silva
Ramos - (1919) - Sol sem tempo; Lamentação
floral (poesia)
PRODUÇÕES CONTEMPORÂNEAS
- Adélia Prado (1936) -
Bagagem; O coração disparado; Terra de Santa Cruz
(poesia); Cacos para um vitral; Os componentes da
banda (prosa)
- Antônio Callado - (1917) -
A madona de cedro; Quarup; Reflexos do baile (prosa)
- Augusto Boal - (1931) -
Revolução na América do Sul (teatro); Jane Spitfire
(prosa)
- Augusto de Campos (1931) -
O rei menos o reino; Caleidoscópio; Poemóbiles;
Poetamenos; Poesia completa; Ovonovelo;
Linguaviagem; Antologia \noigrandes (poesia)
- Autran Dourado (1926) - A
barca dos shomens; Ópera dos mortos; O risco do
bordado; Os sinos da agonia; Armas e corações
- Bernardo Élis - O tronco;
Veranico de janeiro (prosa)
- Caio Fernando de Abreu -
(1948) - Morangos mofados; Triângulo das águas
(prosa)
- Carlos Heitor Cony -
(1926) - O ventre; Tijolo de segurança; Antes, o
verão (prosa)
- Chico Buarque de Holanda -
(1944) - Fazenda Modelo (prosa); Calabar (teatro, em
parceria com Ruy Guerra); Gota D’água (teatro, em
parceria com Paulo Pontes); Ópera do malandro
(teatro)
- Dalton Trevisan - (1925) -
O vampiro de Curitiba; Desastres do amor; Guerra
conjugal; A trombeta do anjo vingador; Lincha
tarado; Cemitério de elefantes (contos)
- Décio Pignatari (1927) - O
carrossel; Rumo a Nausicaa; Poesia pois é poesia; O
rosto da memória
- Dias Gomes - (1922) - O
pagador de promessas; O rei de Ramos; O santo
inquérito; Vargas (teatro); Odorico, o bem amado
(prosa)
- Domingos Pellegrini Jr.
(1949) - Os meninos; Paixões; As sete pragas; Os
meninos crescem (contos)
- Eduardo Alves da Costa -
(1936) - Poesia viva; Salamargo (poesia); Fátima e o
velho; Chongas (prosa)
- Edla Van Steen - Antes do
amanhecer; Cio; Memórias do medo; Corações mordidos
(prosa)
- Esdras do Nascimento
(1934) - Solidão em família; Tiro na memória;
Engenharia do casamento; Paixão bem temperada;
Variante Gotemburgo; Os jogos da madrugada (prosa)
- Fernando Sabino (1923) - O
encontro marcado; O grande mentecapto; O homem nu;
Deixa o Alfredo falar!; O gato sou eu (prosa)
- Geraldo Ferraz (1906-1979)
- Doramundo; KM 63 (prosa)
- Gianfrancesco Guarnieri
(1934) - Eles não usam black-tie; Gimba; Arena conta
Zumbi e Arena conta Tiradentes (em parceria com
Augusto Boal); Marta Saré; Um grito parado no ar;
Ponto de partida (teatro)
- Haroldo de Campos (1929) -
Auto do possesso; O âmago do ômega; Servidão de
passagem; Xadrez de estrelas; Poemas em noites
grandes; Galáxias (poesia)
- Hilda Hilst (1930) -
Balada de Alzira; Ode fragmentária; Sete cantos do
poeta para o anjo; Cantares de pedra e predileção
(poesia)
- Ignácio de Loyola Brandão
(1937) - Depois do sol; Bebel que a cidade comeu;
Pega eles, silêncio; Zero; Cães danados; Cadeiras
proibidas; Dentes ao sol; Não verás país nenhum; É
gol; Cabeças de 2ª feira; O verde violentou o muro;
O beijo não vem da boca (prosa)
- João Ubaldo Ribeiro (1941) - Sargento Getúlio; Vila Real; Viva o povo brasileiro (prosa)
- José Cândido de Carvalho -
(1914) - O coronel e o lobisomem (romance)
- José Lino Grünewald (1931)
- Um e dois (poesia)
- José J. Veiga (1915) - A
hora dos ruminantes; Os cavalinhos de platiplanto;
Sombras de reis barbudos (prosa)
- José Mauro de Vasconcelos
(1920-1984) - Rosinha, minha canoa; Barro blanco; As
confissões de Frei Abóbora; O meu pé de
laranja-lima; Rua descalça (prosa)
- José Paulo Paes (1916) -
Poemas reunidos; Anatomia da musa (poesia)
- Josué Montello (1917) -
Janelas fechadas; A luz da estrela morta; A décima
noite; Os tambores de São Luiz (prosa)
- Lourenço Diaféria - (1933)
- Um gato na terra do tamborim; A morte sem colete
(prosa)
- Luiz Fernando Veríssimo
(1936) - Amor brasileiro; Pega pra Capitu; A mesa
voadora; Humor de 7 cabeças; Ed Mort; Sexo na
cabeça; O analista de Bagé; O gigolô das palavras; A
velhinha de Taubaté; O popular; A mãe de Freud; A
mulher do Silva (prosa)
- Luiz Villela - (1943) -
Tremor de terra; Tarde da noite (contos)
- Lia Luft (1938) - As
parceiras; A asa esquerda do anjo; Reunião de
família; O quarto fechado (prosa); O lado fatal
(poesia)
- Lygia Fagundes Telles -
(1923) - Ciranda de pedra; Verão no aquário; O
jardim selvagem; As meninas; Seminário dos ratos; A
disciplina do amor (prosa)
- Márcio Souza - (1946) -
Galvez, imperador do Acre; Mad Maria; A resistível
ascensão de Boto Tucuxi; A condolência (prosa)
- Marina Colassanti (1937) -
Eu sozinha; E por falar de amor; A nova mulher;
Mulher daqui pra frente; Zooilógico; A morada do
ser; Contos de amor rasgados; Uma idéia toda azul
(prosa)
- Mário Chamie - (1933) -
Lavra-lavra; Indústria; Now tomorrow mau;
Planoplenário (poesia)
- Mário Palmério (1916) -
Vila dos Confins; Chapadão do Bugre (prosa)
- Mário Quintana (1906) -
Rua dos cataventos; Sapato florido; O aprendiz de
feiticeiro; Apontamentos de história sobrenatural;
Canções; Caderno H (poesia)
- Mauro Gama (1938) -
Anticorpo; Corpo verbal (poesia)
- Millôr Fernandes - (1924)
- Computa, computador, computa; Trinta anos de mim
mesmo; Fábulas fabulosas; Compozissõis infãtis; Que
país é este? (prosa)
- Moacyr Scliar - (1916) - O
pirotécnico Zacarias; O convidado (prosa)
- Nélida Piñon - (1935) - A
casa da paixão; Sala de armas; A república dos
sonhos (prosa)
- Oduvaldo Vianna Filho -
(1936-1974) - Chapetuba futebol Clube; Corpo a
corpo; Rasga coração; Papa Highirte (teatro)
- Osman Lins - (1924-1978) -
Nove novena; O fiel e a pedra; Avalovara; A rainha
dos cárceres da Grécia
- Paulo Leminski -
(1944-1989) - Caprichos e relaxos (poesia); Catatau
(prosa)
- Paulo Mendes Campos (1922)
- A palavra escrita; O domingo azul do mar; O cego
de Ipanema; Trinca de copas; O cronista do morro
(prosa)
- Pedro Nava (1903-1984) -
Baú de Ossos; Balão cativo; O círio perfeito (prosa)
- Plínio Marcos - (1935) -
Dois perdidos numa noite suja; Navalha na carne.
Abajur lilás (teatro)
- Renata Pallottini (1931) -
A casa; A faca e a pedra; Noite afora (poesia)
- Ricardo Ramos (1929) -
Tempo de espera; Os desertos; Toada para surdos; As
fúrias; O sobrevivente (prosa)
- Ronaldo Azeredo (1937) -
Mínimo múltiplo comum (poesia)
- Rubem Braga - (1913) - O
homem rouco; Ai de ti, Copacabana! (prosa)
- Rubem Fonseca (1925) - A
coleira do cão; Lúcia McCartney; Feliz ano novo; O
caso Morel; O cobrador; A grande arte; Os
prisioneiros; Bufo e Spallanzani (prosa)
- Samuel Rawett -
(1929-1984) - Contos do imigrante; Os sete sonhos; O
terreno de uma polegada quadrada (prosa)
- Stanislaw Ponte Preta
(Sérgio Porto, 1923-1968) - Tia Zulmira e eu; Primo
Altamirando e elas; Rosamundo e os outros; Febeapá -
Festival de Besteiras que assola o país (2 volumes);
As cariocas (prosa)
- Thiago de Mello (1926) -
Narciso cego; Vento geral; Faz escuro mas eu canto
porque a manhã vai chegar (poesia).
Principais datas da literatura brasileira
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ANO |
FATO |
CONSEQÜÊNCIA
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1500 |
Carta de Pero Vaz de Caminha |
Primeira manifestação da literatura informativa
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1549 |
Cartas do jesuíta Manoel da Nóbrega |
Primeira manifestação da literatura dos jesuítas
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1601 |
Bento Teixeira publica camoniana, "Prosopopéia".
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Introdução do Brasil na poesia |
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1633 |
Estréia do Padre Antônio Vieira nos púlpitos da Bahia
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1705 |
Publicação de "Música do Parnaso" de Manoel Botelho de Oliveira
|
Primeiro livro impresso de autor nascido no Brasil.
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1768 |
Fundação da Arcádia Ultramarina, em Vila Rica, Minas Gerais.
Publicação das "Obras", de Cláudio
Manuel da Costa
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Início do Arcadismo |
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1808 |
Chegada da Família Real ao Rio de Janeiro |
Início do período de transição |
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1836 |
Lançamento da Revista"Niterói", em Paris. Publicação do livro
"Suspiros Poéticos e Saudades", de
Gonçalves de Magalhães.
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Início do Romantismo |
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1843 |
Gonçalves Dias escreve, em Coimbra, a Canção do exílio
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1857 |
José de Alencar publica o romance indianista "O Guarani"
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1868 |
Castro Alves escreve, em São Paulo, suas principais poesias sociais,
entre elas: "Estrofes do solitário",
"Navio negreiro", "Vozes d'África"
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1870 |
Tobias Barreto lidera movimento de realistas
|
Primeiras manifestações na Escola de Recife |
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1881 |
Publicação de "O mulato", de Aluízio de Azevedo
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Primeiro romance naturalista do Brasil |
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1881 |
Publicação de Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
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Primeiro romance realista do Brasil e início do Realismo
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1893 |
Publicação de Missal (prosa) e Broquéis (poesia), de Cruz e Souza
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Início do Simbolismo |
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1902 |
Publicação de "Os Sertões", de Euclides da Cunha
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Início do Pré-Modernismo |
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1917 |
Menotti del Picchia publica "Juca Mulato"; Manuel Bandeira publica
"Cinzas das horas"; Mário de Andrade
publica "Há uma gota de sangue em cada
poema"; Anita Malfatti faz sua primeira
exposição de pinturas; Monteiro Lobato
critica a pintora e os jovens que a
defendem são os mesmos que,
posteriormente, participariam da Semana
de Arte Moderna
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1922 |
Realização da Semana de Arte Moderna, com três espetáculos no Teatro
Municipal de São Paulo em 13, 15 e 17 de
fevereiro. Mário de Andrade recebe
intensa vaia ao declamar poesias de seu
livro "Paulicéia desvairada"
|
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1930 |
Publicação de "Alguma Poesia", de Carlos Drummond de Andrade
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Segunda geração do Modernismo |
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1945 |
A Geração de 45 |
Terceira geração do Modernismo |
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No gênero Lírico
podem ser encontradas muitas formas
poéticas, algumas muito antigas, outras mais
modernas, que se caracterizam por apresentar
determinado numero de versos ou determinado
ritmo. Geralmente são chamadas formas
poéticas fixas. As mais comuns são:
Soneto:
Surgido na Itália, no sec.XIII, trata-se de
um poema composto por quatro estrofes, sendo
as duas primeiras quartetos (com quatro
versos) e as duas ultimas tercetos (com três
versos). É praticamente a única que chegou
intacta até nossos dias.
Elegia:
Surgida na Grécia antiga, é um poema que
trata de acontecimentos tristes ou da
morte.
Écloga:
Poesia de tema
pastoril, que retrata a vida no campo, a
vida bucólica.
Idílio:
Também poesia
bucólica, com introdução de diálogos.
Ode:
De origem grega, como
os demais, é poesia de exaltação de valores
nobres, de tom entusiástico, tal como o
hino, destinado a exaltação dos deuses ou da
pátria. |
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Gênero Dramático |
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A palavra drama
pode ter outros sentidos, associados
geralmente a situação conflituosas,
problemáticas, difíceis ou comoventes. É por
isso que podemos falar de núcleo dramático
de um texto, seja ele teatral ou não.
A esse gênero
pertencem os textos escritos para serem
representados, essa finalidade está expressa
na palavra grega drama: ela significa
ação.
O texto dramático realiza-se na
encenação; ele dispensa narrador que conduza
a história; são atores que usam a palavra e,
através da representação, fazem com que o
enredo se desenvolva. Assim, o gênero
dramático realiza-se totalmente no espaço
teatral.
O gênero
dramático compreende as seguintes
modalidades:
Tragédia:
é a representação de
um fato trágico, suscetível de provocar
compaixão e terror. Aristóteles afirmava que
a tragédia era "uma representação duma ação
grave, de alguma extensão e completa, em
linguagem figurada, com atores agindo, não
narrando, inspirando dó e terror".
Comédia:
é a representação de
um fato inspirado na vida e no sentimento
comum, de riso fácil, em geral criticando os
costumes. Sua origem grega está ligada às
festas populares, celebrando a fecundidade
da natureza.
Tragicomédia:
modalidade em que se misturam elementos
trágicos e cômicos. Originalmente,
significava a mistura do real com o
imaginário.
Farsa:
pequena peça teatral, de caráter ridículo e
caricatural, que crítica a sociedade e seus
costumes; baseia-se no lema latino Ridendo
castigat mores (Rindo, castigam-se os
costumes).
Auto:
Peça curta, geralmente de conteúdo
religiosos ou profano, surgida na Idade
Media e representada por ocasiões das
grandes festas religiosas, nos pátios ou no
interior das igrejas e muitas vezes nas
praças. Tem conteúdo simbólico, pois atores
não representam seres humanos,mas entidades
abstratas, tais como: o pecado, a
hipocrisia, a bondade, a virtude, a luxuria,
etc. Ainda há autores populares brasileiros
que escrevem autos, principalmente no
Nordeste, como por exemplo, Ariano Suassuna. |
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Gênero Épico |
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A palavra
"epopéia" vem do grego épos, ‘verso’+ poieô,
‘faço’ e se refere à narrativa em forma de
versos, de um fato grandioso e maravilhoso
que interessa a um povo. É uma poesia
objetiva, impessoal, cuja característica
maior é a presença de um narrador falando do
passado (os verbos aparecem no pretérito). O
tema é, normalmente, um episódio grandioso e
heróico da história de um povo.
Dentre as principais epopéias
(ou poemas épicos), destacamos:
Ilíada e Odisséia (Homero, Grécia;
narrativas sobre a guerra entre Grécia e
Tróia).
Eneida (Virgílio, Roma; narrativa dos
feitos romanos)
Paraíso Perdido (Milton, Inglaterra)
Orlando Furioso (Ludovico Ariosto,
Itália)
Os Lusíadas (Camões, Portugal)
Na literatura brasileira, as
principais epopéias foram escritas no século
XVIII:
Caramuru (Santa Rita Durão)
O Uraguai (Basílio da Gama)
Gênero Narrativo
O Gênero narrativo é visto como uma
variante do gênero épico, enquadrando,
neste caso, as narrativas em prosa.
Dependendo da estrutura, da forma e da
extensão, as principais manifestações
narrativas são o romance, a novela e o
conto.
Em qualquer das três modalidades acima,
temos representações da vida comum, de um
mundo mais individualizado e
particularizado, ao contrário da
universalidade das grandiosas narrativas
épicas, marcadas pela representação de um
mundo maravilhoso, povoado de heróis e
deuses.
As narrativas em prosa, que conheceram um
notável desenvolvimento desde o final do
século XVIII, são também comumente chamadas
de narrativas de ficção.
·
Romance:
narração de um fato imaginário, mas
verossímil, que representa quaisquer
aspectos da vida familiar e social do homem.
Comparado à novela, o romance apresenta um
corte mais amplo da vida, com personagens e
situações mais densas e complexas, com
passagem mais lenta do tempo. Dependendo da
importância dada ao personagem ou à ação ou,
ainda, ao espaço, podemos ter romance de
costumes, romance psicológico, romance
policial, romance regionalista, romance de
cavalaria, romance histórico, etc.
·
Novela:
na literatura em
língua portuguesa, a principal distinção
entre novela e romance é quantitativa: vale
a extensão ou o número de páginas.
Entretanto, podemos perceber características
qualitativas: na novela, temos a valorização
de um evento, um corte mais limitado da
vida, a passagem do tempo é mais rápida, e o
que é mais importante, na novela o narrador
assume uma maior importância como contador
de um fato passado.
·
Conto:
é a mais breve e simples narrativa centrada
em um episódio da vida. O crítico Alfredo
Bosi, em seu livro O conto brasileiro
contemporâneo, afirma que o caráter múltiplo
do conto "já desnorteou mais de um teórico
da literatura ansioso por encaixar a forma
conto no interior de um quadro fixo de
gêneros. Na verdade, se comparada à novela e
ao romance, a narrativa curta condensa e
potencia no seu espaço todas as
possibilidades da ficção".
·
Fábula:
narrativa
inverossímil, com fundo didático, que tem
como objetivo transmitir uma lição moral.
Normalmente a fábula trabalha com animais
como personagens. Quando os personagens são
seres inanimados, objetos, a fábula recebe a
denominação de apólogo.
A fábula é das mais antigas narrativas,
coincidindo seu aparecimento, segundo alguns
estudiosos, com o da própria linguagem. No
mundo ocidental, o primeiro grande nome da
fábula foi Esopo, um escravo grego que teria
vivido no século VI a.C. Modernamente,
muitas das fábulas de Esopo foram retomadas
por La Fontaine, poeta francês que viveu de
1621 a 1695. O grande mérito de La Fontaine
reside no apurado trabalho realizado com a
linguagem, ao recriar os temas tradicionais
da fábula. No Brasil, Monteiro Lobato
realizou tarefa semelhante, acrescentando,
às fábulas tradicionais, curiosos e
certeiros comentários dos personagens que
viviam no Sítio do Pica-pau Amarelo. |
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