|
Observações
a) Dos
nomes locais de origem tupi, uns conservam a forma
original, o que facilita sua interpretação, outros
têm formação alterada na grafia, outros ainda, por
formação inadequada e até fantasiosa, não
correspondem à origem da língua e dificultam a
interpretação, tornando-a quase impossível. Como era
língua só falada, a grafia ficava por conta do
ouvido de quem escrevia.
b) Os
dados sócio-geográficos foram tirados do IBGE, ano
1996, e da Enciclopédia Larousse Cultural, 1998.
(Folha de S. Paulo).
Glossário Etimológico
Cidade
ACAJUTIBA, (BA)
Nome em Tupi
aka’yú’tyba
significado
aka:
ponta, yú: amarela: caju, +
tyba: muito, quantidade. Abundância de
cajus, cajueiros.
ACOPIARA, (CE)
a’kupê’ara
a-kupê: o
lado de fora + ara -
(substantivação). Copiara, copiar, copiá: o puxado
do lado de trás ou de fora da casa, alpendre.
APIAÍ, (SP)
a’piá’y
apyába:
homem + y: água, rio. Rio dos
homens. Rio dos meninos.
APORÁ, (BA)
a’porã
a: alto,
elevado, monte + porã, poranga:
bonito. Monte bonito ou alto bonito.
ARACAJU (SE)
ará’cayú
ará: arara
ou papagaio + acaju: caju, cajueiros das araras.
ARAÇATUBA(SP)
araçá’tyba
araçá: a
fruta + tyba (tuba): muito. Muitos
araçás, araçazeiros em quantidade.
ARAÇOIABA (SP)
ara’çoyaba
ara: sol,
tempo + çoyaba: cobertura, anteparo. Nome dado ao
chapéu e a morros parecidos com chapéu.
ARAGUARI (MG)
ara’guá’ry
ará:
arara, papagaio + guá: vale,
enseada + r’y: rio, água. Rio do vale das araras ou
rio da morada dos papagaios.
ARAPIRACA (AL)
ará’pir’aca
ará =
mirá: madeira + pira: casca + áca:
solta, frouxa: árvore de casca solta
ARAPONGAS (PR)
Nome em Tupi
uirá’ponga
SIGNIFICADO
uirá:
pássaro, ave + pong’: soar, fazer
ruído. Característica desse pássaro, também chamado
ferreiro, pelo tinido do seu canto.
ARARANGUÁ (SC)
arãr’anguá
arara +
nguá: o vale, a baixada. A baixada
das araras (ou papagaios), local que freqüentam.
Alguns interpretam: ará’ranguá: o barulho das
araras. Local onde se reúnem.
ARARAQUARA (SP)
arara’kuára
arara: o
nome da ave + quara: toca, buraco,
esconderijo. Morada das araras. Teodoro Sampaio diz
ser barrancos perfurados pelas araras para extrair
grãos de terra salitrosa, que comiam. Os
araraquarenses apreciam a interpretação poética,
para o nome da cidade: A morada do sol (ára: dia,
sol + ra’koara). Vendo-se porém, que piraquara é:
toca de peixe, jundiáquara: toca dos jundiás
(peixes), jabaquara: esconderijo de fujões, tacuara:
haste oca, furada, por que arara-quara, não seria o
ecológico: morada, abrigo das araras? Fica à
escolha.
ARAXÁ (MG)
ara’exá’ua
ara: o
dia, o sol + exá: a visão, de onde
se avista o dia, a paisagem. O planalto.
ARIRANHA (SP)
Irara’rãna
var.are’rã,
ari’rãna: semelhante à lontra
(irára). Arinhanha, animalzinho aquático bem menor
que a lontra. Papamel.
ARUJÁ (SP)
uaru’yã
uaru’yã:
quantidade de gurus, peixinho menor que lambari.
ATIBAIA (SP)
a’tib’aia
a: fruta+tyb’aia:
lugar de muita fruta. pomar, lugar saudável. A
interpretação condiz com o clima ambiental.
AVANHANDAVA (SP)
aba’nhandaba
aba:
homem, gente + nhan’daba: a corrida
do homem, onde se atravessa correndo: a cachoeira.
Cachoeira do Tietê. Deu nome à cidade.
AVARÉ (SP)
abá’ré
aba: homem
+ ré: diferente, outro : nome que os índios deram ao
padre, o missionário
BaturitÉ (CE)
Nome em Tupi
ybatr’etê
significado
ybytira:serra,
morro + etê: serra por
excelência, a grande serra.
BAURU (SP)
ymyrã’rema
ybá:fruta+urú:
cesto - cesto de frutas.
BERTIOGA (SP)
myri’ty’tama
paraty: a
tainha+oka: toca, morada. A morada
das tainhas (peixe do mar).
BIRIGÜI (SP)
ybá-urú
mbiru:
mosca, mosquito, var. miry, miru.
+ i(miri)
pequeno. Mosquitinho, maruim.
BOCAIUVA (MG)
paraty’oka
maca-úba::
nome de uma palmeira - coco macaúba. (bacaba:coco+yuba:amarelo):
macaúba.
BOITUVA (SP)
mberu’i
boya:cobra+tyba:
quantidade, muitos.Local onde havia muitas cobras.
BORÁ (SP)
mak’ayba
mel, resíduo amarelo,
amargo, que se encontra nos alvéolos da colméia.
Borá: o
som emitido pelo soprar entre as mãos unidas em
concha, usado pelos índios.
BORBOREMA (SP)
mboy’tyba
sem habitante, lugar
deserto. Também nome de uma serra da Paraíba,
chapada de formação cristalina. Nome da cidade por
alguma referência.
BOTUCATU (SP)
mborá
ibytu:
vento, ar, nuvem + catú: bom. Bom
clima, bons ares. Sua correspondente: Buenos Aires,
cap. da Argentina.
BUERAREMA(BA)
por’por’eyma
birá, ybirá:
árvore, madeira + rema: que tem mau cheiro,
madeira fétida. Madeira usada em construção.
BURITAMA (SP)
ybytu’catu
burity:
palmeira + tama, rama: terra. Terra
dos buritis, buritizeiros.
13.499 hab., h. 6.753 - m.
6.746; área urb. 12.312, rur. 1.187 - 324km2.
GRAVATÁ (PE)
Kaa’rakua’tã
kaá:
folha, planta, rákua: ponta,
tã (antã) duro = folha de ponta
dura, pontiaguda. O caraguatá, com as variações:
gravatá, croatá, caroá.
GRAVATAÍ (RS)
kaá’rákua’tã
(v.gravatá)
+ y: rio, água: rio dos caraguatás.
GRUPIARA (MG)
kuru’ piara
curú:
cascalho + piára: o que faz ou
forma os cascalhos: a jazida (cascalhos entre as
pedras). O garimpo, lavras.
GUAÇUÍ (ES)
suu’açú’y
suassú:
veado (nas regiões do Sul: uassú) +
y: água, rio, brejo. Rio ou aguada
dos veados.
área urb.: 17.952, rur.:
5.868 / 456 km2.
GUAÍRA (SP)
kuá’y’rá
guá:
enseada, o vale + y: rio, água +
rá: o que impede. Onde não se pode passar.
As águas da queda da cachoeira. Hoje se pronuncia
Guaíra(guayra). Grafia correta é Guayrá.
GUAJARÁ-MIRIM (RO)
ua-yará-miri
guajará: árvore da
amazônia + miri: pequeno. Rio e
cidade do Estado de RO. Rio e baía de Belém do Pará.
Guapiará (SP)
kuá’ piára
guá: vale,
baixada + piára: que faz ou forma a
baixada. Corresponde a lugar avalado.
GUAPORÉ (RS)
y’kuá’por’é
(guarani) guá:
vale, enseada + por’é: onde existe,
onde se forma. Região dos vales e rios. Locais: RS e
RO e rio do MT.
GUARÁ (SP)
uyrá
uirá: ave,
pássaro. Nome da garça vermelha. a’u’ara
o que devora. Nome do lobo ou cachorro do mato.
GUARAÇAÍ (SP)
ko’ara’cy
ko’ara:
este dia + cy: mãe. Mãe deste dia
ou mãe do dia. Nome que os índios tupis davam ao
Sol.
Guarantã (sp)
iua’rantã
iuirá:
árvore, madeira + antã: dura; rija.
Madeira rija (árvore). Sin. pau-ferro.
GUARAPARi (ES)
uirá’pari
guará: a
garça + pari: o cercado, o viveiro.
Onde as garças buscam comida. Também nome de um
arbusto conhecido, copiú.
GUARAPUAVA (PR)
uará’puaba
guará:
lobo, cachorro do mato + puaba: o
rumor, o latido. O latido ou uivar dos guarás.
GUARARAPES (SP)
uarará’pe
uarará:
espécie de tambor + pe: no (local).
Os tambores, semelhança do monte na região de PE,
onde aconteceram as batalhas de Guararapes, contra
os holandeses (1648-54).
GUARATINGA (BA)
uirá’ tinga
guará:
garça + tinga: branca. Garça
branca.
GUARATINGUETÁ (SP)
uirá’tinga'etá
guiratinga:
a garça branca + etá,
particula de plural. As garças brancas. As garças.
GUARIBA(SP)
ua'riua
ua'ra: o
indivíduo + aíua: feio. Gente ruim.
Várias espécies de macacos. Popular, guariba:
macaca.
GUARUJÁ (SP)
ua'r'u'yá
uarú:
o voraz, o comilão + yá: onde
vivem. O viveiro, o hábitat dos guarus. Variedades
de peixes fluviais. Uma espécie de sapo. Há os
pequenos guarus dos rios e lagoas, conhecidos por
barrigudinhos. Apelido dado a uma tribo de índios.
Guarujá, cidade e praia turística na ilha de Santo
Amaro.
GUARULHOS (SP)
ua'r'ú
O comilão (um peixinho)
chamado barrigudo. Guaru apelido de uma tribo que
ocupava os arredores de Piratininga, hoje a cidade
de Guarulhos, vocábulo aportuguesado.
GUAXUPÉ (MG)
Kua'exu'pe
guá: toca,
buraco + exu: abelha + pe: em
(local). Abelha que faz o exu no buraco, na terra.
Guaxupé: espécie de abelhas ou exu de abelhas.
GUIRATINGA (MT)
uirá ' tinga
guirá:
pássaro, ave + tinga: branco. A
garça.
GUIRICEMA (MG)
ui'ri'cema
uirí:
espécie de peixe (xaréu) bagre + cema:
a saída, a mudança. São peixes migratórios. A saída
do bagre para a desova. Piracema.
GURINHATÁ (MG)
uirá'nhe'tã
Guirá:
pássaro + ñhe-tã: de canto forte.
Nome dado ao gaturamo. Var. guariantã, guriantã,
guarantã.
GURUPI (TO)
kuru'p'y
curu:
cascalho, pedregulho + pe: local +
y: rio. Rio do cascalho, das
jazidas de cascalho, mineração. Bela cidade do
Tocantins, centro agropecuário.
IACANGA(SP)
y'acanga
y'acanga:
y: água + acanga: cabeça, nascente
= a nascente, a cabeceira
IBATÉ (SP)
i'baté
i-ibaté: o
alto, o elevado, o morro.
IBIÁ (MG)
iby'ã
iby:
terra+ã: alta = terra alta, elevada, a chapada.
iby'ama: ladeira, barranco.
IBIRAREMA (SP)
ibirá'rema
ibirá:
árvore + rema: de mau cheiro:
madeira fétida, o pau d'alho.
IBITINGA {SP)
iby'tinga
yby: terra
+ tinga: branco = terra branca.
IGARAÇU (SP)
ygara’açu
ygara:
canoa, barco + açú: grande = barca.
IGARAPAVA (SP)
ygara’apaba
ygara:
canoa + apaba: estância, lugar.
Porto, lugar onde ficam as canoas.
IGARASSU (PE)
ygara’açu
= ygaraçu:
canoa grande, barco.
IGUATAMA (MG)
y’guá’tama
yguá:
lagoa, lago + tama: lugar = lugar
de lagoas, terra de lagos, alagadiços.
IGUATEMI (MS)
’guá’timbi
yguá:
lagoa, enseada + temi: esverdeada,
lago ou lagoa verde. Um rio do MT.
IJUÍ (RS)
y’juí
y: rio,
água + juí: a rã = rio das rãs.
yjuí: rã d’água, nome de uma
espécie de rã.
IMBÉ (RS)
i’mbé,
uem’bé:
nome de um cipó (do Caribe); var. ambé,
guambé.
IMBITUBA (SC)
y’mbé’tyba
imbé: cipó
+ tyba: muito = cipoal.
INDAIATUBA (SP)
yinayá’tyba
indayá:
espécie de palmeiras: anajá, najá, ndaiá, etc. +
tyba: quantidade desta palma:
indaial.
INHAPIM (MG)
y:
rio, água + nhã: correr +
pi: fino. Fio d’água,
regato.
INIMUTABA (MG)
ini:
rede de fios, rede de dormir + mutaba:
ação de fazer, confecção: fabrico de redes. Lugar
onde se tecem redes.
IPAMERI (GO)
y-pau:
ilha+ mir: pequena = pequena ilha fluvial. Entre
rios (GO).
IPATINGA (MG)
y’ pa(ba):
lagoa + tinga: branca.
Lagoa branca.
IPAUÇU (SP)
y-pau:
lagoa + açu: grande. Lagoa
grande. Grande alagado.
IPEÚNA (SP)
y’pê:
madeira de casca dura - ipê
+ una: escuro,
preto. Ipê-roxo = y’pi’una:
madeira de casca preta.
IPIRANGA (PR)
y: água,
rio + piranga: vermelho. Água vermelha ou rio
vermelho, barrento.
IPUÃ (SP)
y(pu):
água que jorra+ ã: alto do
alto: queda d’água.
IRAPUÃ (SP)
y’ra’puã
yra: mel +
puã: redondo: abelha que faz casa
de terra, arredondada. Irapuã, arapuá.
IRATI (PR)
y’ra’ti
yra: mel +
tinga: branco, claro.
IRETAMA (PR)
y’retama
y: água +
retama, lugar de = alagado,
alagadiço, Irerê: marrecas +
tama: lugar das irerês.
ITABERABA (BA)
itá’beraba
itá: pedra
+ beraba: brilhante = diamante,
cristal.
ITABIRA (MG)
itá’pira
itá: pedra
+ pira (bira)
erguida, empinada.
ITABORAÍ - RJ
ita'boraí
ita: pedra
+ boraí: bonita
Colaboração do internauta
Gilberto Moura
ITABUNA (BA)
itá’b’una
itá: pedra + pe:
chata: laje: una: preta, também
nome dado ao ferro.
ITACURUBA (PE)
itá’curuba
itá: pedra
+ curub: enrugado = pedra áspera,
eriçada. Var. itacuruva.
ITAGUARA (MG)
itá’kuara
itá: pedra
+ kuara: oca,
perfurada = Gruta. Itá +
kuara: comedouro de pedra, cocho.
ITAJAÍ (SC)
itá’ya’y
itá: pedra
+ ya: muitas + y:
rio. Rio pedregoso.
ITAJOBI (SP)
itá’ yiobi
itá: pedra
+ yobi: verde = pedra verde,
esmeralda. Yobi: verde-azulado,
azul.
ITAJUBÁ (MG)
itá’yuba
itá: pedra
+ yubá: amarela: ouro, metal
amarelo. Mina de ouro.
ITAMARATI (MG)
itá’mberá’ty
itá’mbará:
pedra clara, cristal + t‘y: rio =
rio dos cristais ou diamantes. T. Sampaio diz ser:
itá-mara-ty: rio das pedras soltas.
TANHANDU (MG)
itá’nhandu
itá: pedra
+ nhandu: ema (avestruz) e a aranha
caranguejeira (nhã-du: que caminha
duro). Pedra da ema, ou parecida com a ema.
ITAOCARA (RJ)
itá’ocara
itá: pedra
+ ocara: o terreiro, o pátio. O
terreiro de pedras da taba.
km2.
ITAPETININGA
itá’pe(ba)’tininga
itá-pe:
pedra plaina = laje + tininga:
seco, enxuto. Pedras secas = local de pedras por
onde atravessavam os que demandavam a cidade. São
Paulo.
ITAPEVA (SP)
itá’peba
itá: pedra
+ peba: plaina, achatada: a laje.
ITAPEVI (SP)
itá’peb’y
itá:
peba: laje + y:
rio = rio das lajes ou do lajeado.
ITAPIRA (SP)
itá’apyra
itá: pedra
+ apyra: empinada, alta. O mesmo
que Itabira.
ITU (SP)
y’tu
y: água +
tu: queda = queda d’água, salto,
cachoeira.
ITUIUTABA (MG)
itu’ytaba
itu:
salto, cachoeira + ytaba: natação =
o nado na cachoeira, local de nadar na cachoeira.
ITUVERAVA (SP)
itu’beraba
itu:
cachoeira + beraba: brilhante,
transparente, alva.
JACAREÍ (SP)
ya’caré’y
ya: o
sujeito + caré: torto + y:
rio dos jacarés.
JACAREPAGUÁ (RJ)
ya’caré’ypa’guá
yacaré’ypau’alagado
+ guá: enseada, lagoa. Baixada da
lagoa dos jacarés.
JACIARA (MT)
ya’cy’ara
ya-cy: a
lua (mãe dos frutos, mit.) ara:
part. - yacyara: o luar, o que é da
lua.
JAGUARÉ (ES)
ya’gua’ré
ya-guá: o
que devora, a onça + ré: morada,
esconderijo da onça. Yagua’ré: a
onça diferente, verdadeira.
JAGUARIAÍVA (PR)
yaguara’y’aiba
yaguara:
onça + y: rio + aíba:
ruim, = rio da onça (aíva) o ruim, que não dá peixe
ou navegação.
JAGUARIÚNA (SP)
yagur’y’una
yaguar’y:
rio das onças + una: escuro, de
águas turvas.
JAÚ (SP)
ya’una
ya: o
indivíduo + ú (una): o escuro, o
negro. Nome de um peixe de rio. Surubin é o pintado.
JUNDIAÍ (SP)
yundiá’y
yundiá: o
bagre + y: rio dos bagres.
JUÇARA (GO)
yu’çara
yu:
espinho + çara: o que dá coceira =
nome de uma palmeira, cujos espinhos causam coceira.
Nome de cidades da BA, CE e PR. Nome de pessoas.
MAIRIPORÃ (SP)
mairy’poranga
mairy:
cidade (nome dado pelos tupis ao agrupamento dos
franceses (mairy’reya)+
poranga: bonito. Cidade bonita. (Antiga
Juqueri).
MANHUAÇU (MG)
mand’i’yu
mandi+yuba:
mandi amarelo (peixe) + açu: grande
(manjuba). Nome do rio e da cidade. T. Sampaio
interpreta: aman’y: chuva + açu: grande.
MANHUMIRIM (MG)
mand’i’yu
mandi-yuba(mandyú)
mandi amarelo + miri: pequeno. T.
Sampaio interpreta: aman’y: rio da
chuva + miri: pequena.
MAUÁ (SP)
mba’uã
mbaé:
coisa + uã: alto, elevado = parte
elevada de um local.
MOJI-GUAÇU (SP)
mboy’jy
mbboy:
cobra + y: rio: rio das cobras +
guaçu: grande.
MOJI-MIRIM (SP)
mboy’y
mboy:
cobra + y: rio + miri: pequeno. Rio
da cobra pequeno. Mboi-y: o rio
cobra, que parece cobra.
MORUNGABA (SP)
poran’gaba
porang:
bonito, belo + aba: beleza.
Morungaba: o marco, o
limite, o sinal, de morõ’kaba.
NHANDEARA (SP)
yande’yara
nhandê (yandê):
nosso + Yara: senhor.
NUPORANGA (SP)
nhu’poranga
nhu: campo
+ poranga: bonito. Campo bonito,
campos belos.
PACAEMBU (SP)
paka’emby
paka: o
acordado, desperto, atento a paca + yeby:
o córrego, riacho. O córrego das pacas. Bairro de S.
Paulo. Nome do estádio de futebol, oficialmente, Dr.
Paulo Machado de Carvalho, inaugurado em 1940, pela
prefeitura de SP. Conjunto poliesportivo.
PARACATU (MG)
pará’catu
para (opará)
o mar em geral, rio caudaloso + catu:
bom, navegável, piscoso. Rio bom.
PARAGUAÇU (MG)
pará’guaçu
pará: rio
caudaloso + guaçu: o grande. Nome
de rios, cidades e pessoas. Paraguaçu Paulista
(mun.) homenagem a Catarina Paraguaçu, esposa do
Caramuru (branco-molhado) Diogo Álvares Correa.
PARAIBUNA (SP)
pará’ayb’una
pará: rio
+ ayba: ruim (de peixe ou
navegação) + una: escuro, águas
turvas. O contrário: Paraitinga: rio de águas
claras.
PARANAPANEMA (SP)
pará’nã’panema
pará: o
mar + nã: semelhante, parecido +
panema: ruim, imprestável. Rio
grande de pouca utilidade.
PARANATINGA (MT)
para’nã’tinga
paraná:
rio grande + tinga: branco, de
águas claras.
PARANAGUÁ (PR)
pará’nã’gua
pará: o
mar + nã: semelhante + guá:
enseada, baía. Enseada semelhante ao mar. Guanabara
= gua-nã-pará = enseada semelhante
ao mar. (Composições invertidas).
PARANAVAÍ (PR)
para’nã’uá’y
paraná-uay
= rio paranaguá. Paraná-guá-i
(mirim) Paranaguazinho.
PINDAMONHANGABA
(SP)
pindá‘monhãgaba
pindá:
anzol + monhãgaba: a fabricação,
ação de fazer. A fábrica de anzóis.
PIRACAIA (SP)
pirá’caia
pirá:
peixe + cáia: queimado, frito.
PIRACANJUBA (GO)
pirá’acã‘yuba
pirá:
peixe + acanga: cabeça +
yuba: amarelo = peixe de cabeça amarela. O
dourado.
PIRACICABA, SP
pirá’cyk’aba
pirá:
peixe + sykaba: colheita, captura:
pescaria.
PIRAPORA, MG
pirá’ pora
pirá:
peixe + pora: o pulo, o salto de
peixes. Acontecimento freqüente nesta cachoeira do
Rio S. Francisco. A cachoeira de Pirapora.
PIRAQUARA, PR
pirá’kuara
pirá:
peixe + kuára: toca, esconderijo.
Esconderijos de peixes.
Pirassununga, SP
pirá’sununga
pirá:
peixe + sununga: o barulho de
peixes. Á margem do rio Mogiguaçu.
piratininga, SP
pirá’tining
pirá:
peixe + tininga: seco. Os peixes
secavam ao sol, após as enchentes do Anhangabaú.
sabará, RS
itá’berá
alteração para ta-bará -
itá: pedra + berá
(beraba) brilhante. O nome da histórica cidade
mineira procede de Tabarabuçu (itá’berab’uçú)
= a pedra grande brilhante, a serra das esmeraldas,
o sonho dos bandeirantes. Sabarabussú, sint. Sabará.
SAPIRANGA (RS)
eçá’piranga
eçá: olho +
piranga: vermelho. Olho
vermelho, a popular dor de olhos.
SAPUCAIA (RS)
ya’çá’pukai
ya: fruto
+ eçá: olho + pukáia:
saltado = fruto semelhante a olho saltado. Nome da
árvore.
SOROCABA (SP)
sorok’aba
sorok:
fenda, rachadura + aba: ação de.
Escavação, fenda causada pelas enxurradas. De
yby: terra + soroca: fendida,
aberta, chamada bossoroca.
TABAPUÃ (SP)
taba’puã
taba:
aldeia, cidade + puã: alta,
elevada. Cidade alta ou no alto .
TABATINGA (SP)
tauá’ tinga
tinga:
barro branco, argila. Taba-tinga:
aldeia branca. Tabatinguéra (tauá’ting’uéra (bairro
de São Paulo): a que foi jazida de argila, jazida
explorada, extinta.
TAIAÇU (SP)
tãi’açú
tãi(tanha):
dente + açu: grande. Nome
do porco-do-mato caitetu, cateto. Taya’açu: Tajá:
planta grande.
AIUVA (SP)
ta’ya’oba
taya (tajá)
planta+oba: folha verde. Taioba,
taiuba, taiuva.
TAQUARITINGA, SP
ita’kuar’i’tinga
tacua’ri:
taquara fina, taquarinha + tinga: branca,
esbranquiçada. Tacuar’y: rio das
taquaras + tinga: branco, de águas claras.
TAUBATÉ, SP
taba’etê
taba:
aldeia, cidade + etê: importante,
grande.
UBERABA, MG
y’beraba
y’beraba:
água brilhante, cintilante. Localizada á margem do
rio Uberaba, afluente do rio Grande.
UNAÍ, MG
uná’i
uná: grão,
semente + i (mirim) pequeno. Grãozinho, sementinha.
VOTORANTIM, SP
yby’ty’ran’ti
ybyty:
terra, outeiro, ladeira + ty(tinga):
branco. O outeiro ou a colina branca. Pequena
cachoeira cidade próximas de Sorocaba.
VOTUPORANGA, SP
ybytu (ybotu, votu)’
poranga
botu:
vento, ar, nuvem + poranga: belo, bonito. Nuvem
bela. Bytyr’ (botu): colina +
poranga: colina bonita.
|